Coldplay – Viva la Vida or Death And All His Friends
2008, Capitol Records, Produtores: Markus Dravs, Brian Eno, Rik Simpson, Jon Hopkins
A idéia de revolucionar a cara da banda dá certo no novo disco do Coldplay. Mas ainda falta alguma coisa…
No quarto álbum de sua carreira, os britânicos do Coldplay quiseram inovar. Tentar mudar a imagem de “hit-makers” e lançar um álbum revolucionário e experimentalista, a ponto de mudar de vez a cara da banda.
Bem, eles conseguiram.
Viva La Vida or Death All His Friends se mostra o melhor álbum de estúdio da banda, superando com facilidade seus antecessores – incluíndo o mega-sucesso-porém-broxante “X&Y” e o excelente “A Rush of Blood to the Head”.
Viva la Vida começa com uma musica instrumental com uma leve pitada pop ( Life In Technicolor ), passa por Cemeteries Of London, uma faixa que utiliza tambores, palmas e mostra bem a cara do novo álbum dos caras – experimental sem deixar um refrão grudento ( Singing lalalalalalalaiy, and the night over London lay).
A faixa em seguida é o ponto máximo do album até aqui – frise o até aqui, por favor. Lost tem uma letra bacana, mas que fica fraca com o decorrer do tempo – “Você pode ser um peixe grande / Em uma pequena lagoa / Não significa que você ganhou / Porque por aí pode vir / Um maior” – O que é normal para Chris Martin. Porém a faixa não perde seu valor, e deixa claro que é uma das melhores do disco.
“Coldplay: Em busca de um novo som”
Eu falei que Lost era o ponto máximo? Bem, esqueça! 42 revela um Coldplay fazendo papel de Coldplay. Música ao piano, belíssima, sem nenhum defeito. Um belo coral, um piano que dá o tom a musica e um vocal excelente. A faixa vai aumentando a velocidade com o decorrer do tempo. Fantasmagórica, porém bela.
A seguir, vem as pequenas falhas do disco. Os Medleys perfeitamente esquecíveis “Lovers in Japain / Lovers In Japan/Reign Of Love” e “Yes!/Chinese Sleep Chant”. Um desperdicio de espaço.
Viva la Vida é o som que se segue. Recupera a qualidade do album que se perdeu depois das ultimas duas faixas, com certeza. Esta música atingiu a primeira colocação na Billboard americana, o que é um feito mais que plausível. Afinal, depois de muito tempo, uma musica de qualidade atingiu tal posição nas paradas ianques.
Violet Hill é a musica seguinte e talvez a melhor do album. Uma letra confusa e perturbadora, um vocal excelente de Chris Martin e um tom sombiro fazem a faixa com mais cara de “novo coldplay” até agora.
Strawberry Swing é a faixa mais leve do LP. Depois de Violet Hill, era disso que Viva La Vida estava precisando. E faixa se torna festiva, divertida…bem, uma alivida depois de tantos sons perturbadores é sempre bem vinda.
Death and All His Friends fecha o disco. Não tão bem como o album merece, mas fecha bem. Principalmente o final da musica, que vale a faixa.
O Coldplay consegue cumprir sua missão de ‘revolucionar’ a cara da banda. Viva la Vida é o trabalho mais maduro e trabalhado dos britânicos, mas ainda falta algo para a banda conseguir chegar no ponto desejado.
E, vai por mim, eles estão no caminho certo.
Destaques: Lost, 42, Violet Hill
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Em minha análise, não sei dizer se o VLV é o melhor álbum da banda, mas acho tão bom quanto os outros três. Agora, sinceramente, dispenso o seu comentário em relação às músicas Lovers in Japan/Reign of Love e Yes/Chinese Sleep Chant. Pra mim, elas são ótimas canções.
Yes é uma ótima música, para mim uma das melhores do álbum, mas a imenda dela em Chinese Sleep Chant foi desnessessária.