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Coldplay – Left Right Left Right Left

2009, Self-Release

O assunto mais debatido atualmente, quando falamos de musica, sem duvida é quanto ao futuro dela. Alguns dizem que ela continuará firme e forte e que a crise de vendas é só uma questão de tempo. Mas vendo-se numeros, fica claro que esta visão é das mais otimistas.

Entre vários novos meios de manter a musica rentável, várias bandas tem preferido lançar suas criações da forma mais prática e de fácil acesso para os fãs: a internet.

Depois do Radiohead, foi a vez de mais um nome de impacto lançar um disco de forma gratuita.  Quem o fez agora foi os britanicos do Coldplay, com o EP Left Right Left Right Left.

Com 9 faixas ao vivo, o disco é uma compilação de musicas gravadas em vários cantos do mundo, na turnê de divulgação de Viva La Vida. E além de faixas deste disco, ainda contém musicas de outros lançamentos da banda.

E o resultado, como se espera de uma grande banda ao vivo, já é conhecido: extremamente positivo.

O disco abre com Glass of Water, que serve muito bem para a missão de abertura de um disco. Ela é seguida por 42, que é tocada com uma ampla qualidade, similar a versão de estúdio da musica. Perfeita.

Clocks é um dos maiores hits da banda e isto fica claro, pela impolgação da publico que vibra quando ela é iniciada.

As palmas começam no inicio da harmonioza Strawberry Swing, e elas permanecem lá até o final da faixa, mostrando a energia dos fãs da banda.

Coldplay: Presente para os fãs.

Em seguida The Hardest Part, que embora não mostra a força das faixas anteriores, serve para mostrar a força da voz de Chris Martin, e da platéia emocionada.

Viva La Vida está perfeita ao vivo, com o povo em coro e ainda mais animada, com esta musica que atingiu o topo das paradas em vários cantos do mundo, incluindo a America e o Reino Unido.

Death Will Never Conquer é a proxima faixa, é um dos destaques do disco, embora seja a de mais curta duração. Com uma melodia engraçada, que lembra bastante o mestre Dylan, o publico aplaude e vibra com ela, assim como em todo o album.

Mas o ponto máximo e mais brilhante do album fica com Fix You. A balada de enorme sucesso de Coldplay, fica belissima com o coro da massa no refrão.De tremer mesmo.

Fechado pela imponente Death And All His Friends, este EP foi baixado mais de três milhões e meio de vezes no site oficial da banda, em menos de uma semana. O porque deste sucesso já explicamos. Agora, se você quiser ver – ou ouvir – por você mesmo, vá já para Coldplay.com e baixe, porque desta vez, é permitido.

Destaques: Viva La Vida, Death Will Never Conquer, Fix You


She & Him – Volume One


2008, Merge Records, Produzido por M. Ward

Em um ano de grandes lançamentos – de Coldplay a Oasis, passando por Killers e Fratellis, um álbum chamou atenção da crítica, embora não tenha sido se tornado o arrasa-quarteirão do mundo da música em 2008 – talvez por não ter esta finalidade. O álbum é Volume One, o primeiro da dupla americana She & Him, formada pelo músico folk-country M. Ward e da atriz Zooey Deschanel (Quase Famosos).

A voz de Zooey remete as grandes cantoras de outrora,e sabe mesclar fortes baladas a poderosas músicas pop. Tudo isso seguido de uma bela sinfonia de cordas e de uma harmonia vocal genial, que se torna um dos responsáveis pela forte qualidade do álbum.

A encantadora Zooey e War Estréia em grande estilo.

Com músicas originais de Zooey e Ward, o disco contém ainda duas covers – I Should Have Know Better, dos Beatles e  You’ve Really Got a Hold on Me, de Smokey Robinson, também gravada pelos garotos de Liverpool.

Porém é com Why Do You Let Me Stay Here – primeiro e até agora unico single do disco – que a banda se supera, mostrando uma virtuosidade que nenhuma banda pop americana conseguiu transmitir no ano de 2008.

Com certeza a grande revelação do ano que se passou.

Destaques: Why Do You Let Me Stay Here, I Was Made For You, You’ve Really Got a Hold On Me

Test Drive:

She & Him – Why Do You Let Me Stay Here



Oasis – Dig Out Your Soul

2008, Big Brother, Produzido por Dave Sardy

O album que fez o Oasis voltar – finalmente.

Eles já foram considerados a maior banda do mundo e responsáveis pelo verdadeiro renascimento do rock britânico no cenário musical mundial. Lançaram dois álbuns que estão em quase todas as listas de “melhores-desde-sempre” e emplacaram hits após hits. Foram considerados os músicos mais arrogantes e odiados por outros músicos e nunca pareciam ligar para isso – talvez por uma questão de marketing ou por serem assim mesmo.

Mas o fato é que depois de Definitely Maybe, de 1994 e (What’s The Story) Morning Glory de 1995, o Oasis não voltou a ser o mesmo. É bem verdade que os álbuns que se seguiram ficaram longe de serem considerados ruins, porém não mostravam o brilho dos primeiros lançamentos da banda.

Em 2005 eles puderam respirar mais aliviados, pelo ponto de vista dos críticos musicais ao redor do mundo, com o lançamento de Don’t Believe in the Truth. Porém ainda não era o que esperava os fãs, que aguardavam a volta triunfante dos mais odiados e amados artistas do Britpop.

Eis agora, três anos após o lançamento de DBTT, o verdadeiro renascimento dos britânicos.

Dig Out Your Soul leva a banda para suas origens, com uma ampla e poderosa dedicação nas guitarras em cada música do novo LP. E isso fica visível ao extremo na faixa de abertura “Bag it Up”,  que mostra bem como será a faceta do álbum a seguir.

Seguindo a mesma linha, as faixas que se seguem são de forte exibição da guitarra poderosa de Noel Gallagher, com destaque para The Turning.

The Shock of the Lightning é o primeiro single do álbum, e fica claro o porquê disso. Uma faixa poderosa, que lembra claramente Definitely Maybe com pitadas psicodélicas, além de grudar – não exageradamente – na mente do ouvinte.

Mas o destaque do disco, sem dúvida alguma, vêm a seguir. I’m Outta Time, música escrita por Liam Gallagher, que diz ter ficado 10 anos na criação desta, é uma homenagem a John Lennon, e, de certa forma, aos anos 60, por lembrar bem a melhor década da música pop. O final, é de arrepiar, com um sample de uma fala de John Lennon misturada ao instrumental da banda. De longe, no top 5 das melhores músicas do Oasis e do ano.

Oasis: Palmas para o álbum que maraca a volta da banda em grande estilo.

(Get Off Your) High Horse Lady lembra a banda australiana Jet, conjunto que Noel já demonstrou grande admiração. Um vocal abafado que é misturado com palmas e uma guitarra – novidade – poderosa.

Falling Down foi a primeira faixa a vazar pela internet afora, e tem tudo para ser um single de sucesso.

To Be Where There’s Life é mais uma música chupada dos anos 60, com um Liam Gallagher inspirado cantando uma música de autoria do segundo guitarrista da banda, Gem Archer. Inclusive, todos os integrantes da banda escreveram para o disco, deixando a banda em uma posição mais democrática ainda, coisa que já havia sido demonstrada em Heathen Chemistry e Don’t Believe. Porém com muito mais qualidade.

Ain’t Got Nothin’ passa despercebida após tantas faixas boas mas nem por isso se demosntra como fraca.

O solo de guitarra da faixa seguinte (The Nature of Reality) é a cara do disco assim como a faixa final Soldier On.

Um disco psicodélico, pesado, nostálgico e principalmente, o álbum que todo fã de Oasis estava esperando, para dizer a todos: os Gallagher estão de volta.

Destaques: Bag it Up, The Shock of the Lightning, I’m Outta Time, Falling Down


Coldplay – Viva la Vida or Death And All His Friends

2008, Capitol Records, Produtores: Markus Dravs, Brian Eno, Rik Simpson, Jon Hopkins

A idéia de revolucionar a cara da banda dá certo no novo disco do Coldplay. Mas ainda falta alguma coisa…

No quarto álbum de sua carreira, os britânicos do Coldplay quiseram inovar. Tentar mudar a imagem de “hit-makers” e lançar um álbum revolucionário e experimentalista, a ponto de mudar de vez a cara da banda.

Bem, eles conseguiram.

Viva La Vida or Death All His Friends se mostra o melhor álbum de estúdio da banda, superando com facilidade seus antecessores – incluíndo o mega-sucesso-porém-broxante “X&Y” e o excelente “A Rush of Blood to the Head”.

Viva la Vida começa com uma musica instrumental com uma leve pitada pop ( Life In Technicolor ), passa por Cemeteries Of London, uma faixa que utiliza tambores, palmas e mostra bem a cara do novo álbum dos caras – experimental sem deixar um refrão grudento ( Singing lalalalalalalaiy, and the night over London lay).

A faixa em seguida é o ponto máximo do album até aqui – frise o até aqui, por favor. Lost tem uma letra bacana, mas que fica fraca com o decorrer do tempo – “Você pode ser um peixe grande / Em uma pequena lagoa / Não significa que você ganhou / Porque por aí pode vir / Um maior” – O que é normal para Chris Martin. Porém a faixa não perde seu valor, e deixa claro que é uma das melhores do disco.

“Coldplay: Em busca de um novo som”

Eu falei que Lost era o ponto máximo? Bem, esqueça! 42 revela um Coldplay fazendo papel de Coldplay. Música ao piano, belíssima, sem nenhum defeito. Um belo coral, um piano que dá o tom a musica e um vocal excelente. A faixa vai aumentando a velocidade com o decorrer do tempo. Fantasmagórica, porém bela.

A seguir, vem as pequenas falhas do disco. Os Medleys perfeitamente esquecíveis “Lovers in Japain / Lovers In Japan/Reign Of Love” e “Yes!/Chinese Sleep Chant”. Um desperdicio de espaço.

Viva la Vida é o som que se segue. Recupera a qualidade do album que se perdeu depois das ultimas duas faixas, com certeza. Esta música atingiu a primeira colocação na Billboard americana, o que é um feito mais que plausível. Afinal, depois de muito tempo, uma musica de qualidade atingiu tal posição nas paradas ianques.

Violet Hill é a musica seguinte e talvez a melhor do album. Uma letra confusa e perturbadora, um vocal excelente de Chris Martin e um tom sombiro fazem a faixa com mais cara de “novo coldplay” até agora.

Strawberry Swing é a faixa mais leve do LP. Depois de Violet Hill, era disso que Viva La Vida estava precisando. E faixa se torna festiva, divertida…bem, uma alivida depois de tantos sons perturbadores é sempre bem vinda.

Death and All His Friends fecha o disco. Não tão bem como o album merece, mas fecha bem. Principalmente o final da musica, que vale a faixa.

O Coldplay consegue cumprir sua missão de ‘revolucionar’ a cara da banda. Viva la Vida é o trabalho mais maduro e trabalhado dos britânicos, mas ainda falta algo para a banda conseguir chegar no ponto desejado.

E, vai por mim, eles estão no caminho certo.

Destaques: Lost, 42, Violet Hill


Quem não gosta de uma lista? Pois bem.

Aqui está uma lista com os dez melhores discos da história, segundo este escriba. Resta a você, meu caro leitor, meter o pau na lista ou elogia-la. Tudo certo?

Aí vai:

10. Oasis – Definitely Maybe

Quem? Oasis

Quando? 1994

Onde? Inglaterra

Por Que? O álbum de estréia do Oasis nos mostra que os irmãos gallaghers tem todo o direito de serem arrogantes.

O que? Live Forever, Supersonic, Slide Away e Married With Children

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09. The Jimi Hendrix Experience – Electric Ladyland

Quem? The Jimi Hendrix Experience

Quando? 1968

Onde? Estados Unidos

Por Que? O ultimo disco de Hendrix deixa bem claro porquê ele é considerado por 99% da população da terra como o maior guitarrista de todos os tempos.

O Que? Voodoo Child, Gypsy Eyes, Still Raining, Still Dreamin’, House Burnin’ Down U e All Along The Watch Tower

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08. The Beatles – The Beatles (White Album)

Quem? The Beatles

Quando? 1968

Onde? Inglaterra

Por Que? The Beatles em dobro. Não precisa dizer mais nada.

O Que? Back in the U.S.S.R, While My Guitar Gently Weeps, Happiness is a Warm Gun, Martha My Dear, Rocky Raccoon, Yer Blues, Sexy Sadie, Helter Skelter, Cry Baby Cry

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07. Pink Floyd – The Dark Side of the Moon

Quem? Pink Floyd

Onde? Inglaterra

Quando? 1973

Por Que? O melhor album conceitual da história, solos poderosos de Gilmour e um baixo perfeito de Waters. Sem contar que, se você quer viajar deste mundo, basta ouvir este disco.

O Que? Time e Money

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06. The Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band

Quem? The Beatles

Onde? Inglaterra

Quando? 1967

Por Quê? Para alguns, a obra máxima dos Beatles. Para outros, a obra máxima do Rock.

O Que? Sgt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band, Lucy in the Sky With Diamonds, Getting Better, When I’m Sixty Four, A Day in the Life

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05. The Who – Who’s Next

Quem? The Who

Onde? Inglaterra

Quando? 1971

Por Que? O melhor disco do The Who é também um dos discos que podem resumir bem o que é o verdadeiro Rock’n'Roll.

O Que? Baba O’riley, Getting in Tune, Behind Blue Eyes e Won’t Get Fooled Again

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04. George Harrison – All Things Must Pass

Quem? George Harrison

Onde? Inglaterra

Quando? 1971

Por Que? Trata-se do melhor trabalho solo de um ex-beatle. O disco mostrou para Paul McCartney e John Lennon o que eles perderam, enquanto faziam sua guerra particular de egos.

O Que? My Sweet Lord, Wah-Wah, Isn’t it a Pity, What is Life, If Not For You, All Things Must Pass, Hear Me Lord

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03. The Beatles – Rubber Soul

Quem? The Beatles

Onde? Inglaterra

Quando? 1965

Por Que? O disco mostrou a nova cara dos Beatles e foi graças a ele que o quarteto ficou mais maduro, fazendo deles o que são.

O Que? Norwegian Wood (This Bird Has Flown), Michelle, Girl, I’m Looking Through You, In My Life

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02. The Zombies – Odessey and Oracle

Quem? The Zombies

Onde? Inglaterra

Quando? 1968

Por Que? Desconehcido do grande publico, o teclado de Argent e as belas harmonias criadas pelo grupo, fazem deste disco o segundo lugar em nossa lista.

O Que? Care of Cell 44, Beechwood Park, Brief Candles, This Will Be Our Year, Time of the Seasons

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01. The Beatles – Abbey Road

Quem? The Beatles

Onde? Inglaterra

Quando? 1969

Por Que? Ultimo disco gravado pelos Beatles – mas não o ultimo a ser lançado – Abbey Road fazcom que os Beatles sejam unicos uma vez mais. Afinal, no mundo pop, são poucas as bandas que terminam sua carreira de forma tão brilhante.

Abbey Road tem um George Harrison extremamente inspirado, com a balada Something e a esperançosa Here Comes The Sun, ambas musicas clássicas da historia da musica mundial.

The Beatles: O melhor fim de carreira desde sempre, graças a Abbey Road.

Ainda tem John Lennon com sua Come Together, famosíssima ao redor do mundo, e com o rockão I Want You (She’s So Heavy). Paul McCartney vem com a humorada Maxwell’s Silver Hammer e a poderosa Oh! Darling. E até mesmoRingo Starr brilha em Octopus Garden.

Porém o climax do album está em seu final, no medley mais famoso do Rock.

Além de tudo, os Beatles fecham, em sua ultima musica, com uma mensagem quye resume toda a carreira da banda e tudo que eles tentaram passar: ‘E no final / o amor que você recebe / é igual ao amor / Que você dá’.

Não existe um final feliz melhor do que esse.

O Que? Come Togehter, Something, Maxwell’s Silver Hammer, Oh! Darling, Octopus’s Garden, I Want You (She’s So Heavy), Here Comes the Sun, Golden Slumbers, Carry That Weight e The End.


Duffy – Rockferry

2008, Mercury Records. Produtores: Bernard Butler, Steve Booker

Duffy mostra a que veio logo em seu primeiro álbum e lança, desde já, um dos melhores trabalhos do ano

“Eu iria para Rockferry / Amanhã / E eu decoraria minha casa, baby / com tristeza”. Se tem algum verso que pode descrever completamente o conceito de Rockferry, primeiro álbum da galesa Duffy, este é o verso. O disco inteiro trata de musicas baseadas no fim de um relacionamento que a jovem cantora soul teve, criando um trabalho pessoal, e acima de tudo, de muita qualidade.

Resgatar o antigo e excelente soul de outras épocas não é uma tarefa fácil. Você pode dizer que Amy Winehouse conseguiu tal feito com Back to Black, mas nem de longe o disco da cantora-chapadona pode ser comparado com o disco de Duffy.

Duffy: Tome cuidado, muito cuidado, Winehouse.

Rockferry traz uma atmosfera triste, as vezes agressiva, mas sempre retrô o suficiente para nos lembrar de grandes divas do Soul dos anos sessenta. Coisa que Back to Black improvisou com uma ou duas faixas, mas nada demais.

Duffy tem uma voz maravilhosamente aguda, que soa bem em musicas mais “animadas” – O hit Mercy é um exemplo – e em musicas mais tristes - Syrup & Honey, que vai ser motivo de muito choro para garotinhas de corações quebrados.

Porém, as músicas mais “animadas” de Duffy não soam tão bem quanto suas canções tristes. Compare Mercy com a lindíssima Warwick Avenue e você entenderá o que eu digo.

Não que Mercy seja ruim. Ela lembra – e muito – as grandes canções soul animadas da década de 60. E você só precisará de trinta segundos para perceber isso.

O álbum começa e termina bem. A ultima faixa do disco, Distant Dreamer é só pra selar: Amy Winehouse tem que tomar muito cuidado daqui para frente.

Destaques: Warwick Avenue, Syrup & Honey, Mercy, Distant Dreamer

Para Baixar: Warwick Avenue

http://www.4shared.com/file/49053275/a6d25fe4/02_-_Warwick_Avenue.html


The Kooks - Konk

The Kooks – Konk

2008, Virgin Records. Produtor: Tony Hoffer

O novo álbum dos Kooks traz a mesma batida empolgante que a banda britânica mostrou em seu primeiro álbum. Só que desta vez eles soam melhores do que nunca.

Principais concorrentes dos Arctic Monkeys na Inglaterra, os britânicos do The Kooks acabam de lançar seu segundo álbum, Konk, pela Virgin Records.

Trata-se de um album tão animado quanto Inside In/Inside Out, o primeiro trabalho da banda, de 2005. Porém, este album soa bem melhor que o primeiro disco, que embora fosse bom, não tinha tantas faixas destaque quanto este segundo disco.

O cd começa com See The Sun, uma musica animada, que mostra uma letra um tanto quanto sádica: ” Eu vejo o sol subindo/E tudo o que você vê é queda”

Em seguida vem o primeiro single do cd, Always Where I Need To Be, que, embora tem cara de single, perde destaque perante as faixas que vem a seguir.

Mr. Maker, uma musiquinha bem animada dá um tom diferente ao álbum. Porém o destaque do disco, e possível single de sucesso, vem a seguir, com Do You Wanna com uma letra que pode animar a vida de muitos adolescentes: “Você quer, Você quer/Fazer amor comigo?”.

Gap” é a faixa seguinte, mas poderia ser incluída sem problemas no primeiro disco da banda, de tanto lembra-lo.

Outra faixa que poderá se tornar um single de sucesso, por motivo de seu refrão pegajoso, é “Love It All“. Na verdade, esta é uma das caracteristicas da banda, além do seu sotaque extremamente puxado: refrões pegajosos. Mas não se assuste: Você não sairá irritado como sairía após ouvir Umbrella de Rihanna por dez vezes seguidas :)

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Os Kooks – Sotaque carregado, refrões pegajosos e um álbum muito bom! :)

Porém os Kooks não se curaram de um pequeno problema que eles tiveram em seu primeiro álbum: algumas faixas permancem facilmente esquecíveis. É o caso de Down the Market, Sway, One Last Time e Tick of Time. Essas faixas são as ultimas do album e por isso o disco não fica perfeito, como deveria ser.

Resumindo: o álbum começa bem, continua bem, mas não acaba como deveria.

Destaques: See the Sun, Do You Wanna, Love It All

Para Baixar: Do You Wanna http://www.4shared.com/file/48521636/b22ded1a/04_-_Do_You_Wanna.html